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Policial Civil

Audiência Pública - Sobre o PARANÁ PREVIDÊNCIA

Audiência Pública - Sobre o PARANÁ PREVIDÊNCIA.

Publicado por Assembléia Legislativa do Paraná em Segunda-feira, 07 de maio de 2018

 AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE SITUAÇÃO DO PARANÁ PREVIDÊNCIA.

O futuro do Paraná Previdência foi debatido na manhã da última segunda-feira (07) em Audiência Pública, na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. O encontro foi uma iniciativa do deputado Requião Filho (PMDB), lideranças de sindicatos de diversas categorias de servidores públicos. Também estiveram presentes, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de representantes dos servidores no Conselho de Administração do Paraná Previdência. Também compareceram à reunião os deputados Tadeu Veneri (PT), Delegado Recalcatti (PSD) e Nereu Moura (PMDB).

Situação Prevista

O deputado Requião Filho citou o caos no Paraná Previdência, situação já prevista por administrações anteriores. O desmonte do Paraná Previdência, segundo Requião Filho chega aproximadamente a 6 bilhões, isto significa uma “perda de nove anos de vida do Fundo e ocorre de forma exponencial,”denuncia o deputado.

O presidente do Sinclapol, Fabio Rossi Barddal Drummond participou do encontro como convidado e palestrante.

Fabio Barddal comparou a atual situação da Polícia Civil do Estado do Paraná a uma terra arrasada. “Temos que ter condições de investigar, prender e subsidiar o judiciário para que sejam punidos os corruptos do nosso Estado, os verdadeiros responsáveis pelos problemas que enfrentamos hoje,”adverte. Segundo Barddal, a polícia judiciária do Estado do Paraná deve ser fortalecida para ter condições de colaborar com o erário público, investigando e prendendo os grandes responsáveis pelo caos econômico vivido pelo Paraná atualmente.

 

Para o procurador do Ministério Público de Contas,Dr. Gabriel Guy Léger, houve aproximadamente uma redução de 1 bilhão do fundo em três anos. Caso continue este processo, o Paraná Previdência estará zerado em 21 anos. Gabriel Léger acompanhou desde o início o processo de mudança do sistema previdenciário estadual. Para ele, o Tribunal de Contas é um dos

grandes responsáveis pelo desfalque nos fundos da Previdência do Paraná.

Grande Erro

Na análise do auditor do Tribunal de Contas do Estado, Dr. Mario Ceccato, desde 2015 o fundo não está capitalizando e as reservas estão sendo consumidas. Segundo o auditor, a lei aprovada em 2015 foi equivocada, pois previa que o Fundo Previdenciário teria o aporte de 1 bilhão a partir de 2021, com o reinício de repasse ao Estado dos royalties da Usina de Itaipu, garantindo a solvência do sistema, pelo menos por 29 anos.Cálculos foram feitos, não chegando a este valor, constatando um grande erro.

Na opinião do Dr. Lucimar Rafanhim, membro da Comissão de Direito Previdenciário da OAB Paraná, os servidores municipais de Curitiba também irão sentir os problemas do sistema, nos próximos anos, com as mudanças realizadas na Paraná Previdência.

Na administração pública onde tem fundos acumulados é no dinheiro da previdência dos funcionários que os gestores sempre ficam de olho. Sem contar que, para funcionar, estes fundos devem ser fiscalizados pelos próprios servidores e beneficiários, destacou,”destacou.