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Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná


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Policial Civil

MOBILIZAÇÃO DE SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA.

O descaso do Governo Estadual para com a segurança pública foi abordado, mais uma vez, por diretores do Sinclapol, durante a Mobilização dos Servidores da Segurança Pública realizada nesta quinta-feira, dia 14 de setembro, no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Braz Caselatto, diretor de assuntos de aposentados do Sinclapol, integrou a mesa de debates do encontro e reafirmou a luta dos policiais civis para ter suas reivindicações atendidas e preservar seus direitos adquiridos “Estamos há 21 meses, sem reposição salarial e corremos sérios riscos de perder nossos direitos adquiridos com esta reforma da previdência. “Temos uma defasagem enorme de policiais e ainda somos obrigados a cuidar de presos, o que caracteriza algo muito grave, que se chama desvio de função,” alerta Caselatto.O diretor sugeriu a união dos participantes pela luta de seus interesses e conclamou a adesão maior dos policiais civis para outras mobilizações.

Direitos Adquiridos

Dalton Pazello, presidente do Conselho Fiscal do Sinclapol, também reivindicou maior adesão da categoria a este tipo de movimento “Queremos que a polícia civil cresça, mas que inicialmente, seja valorizada.” Professor da Escola Superior da Polícia Civil há 35 anos, Dalton revela que dá aula para pessoas, que fizeram concurso há mais de três anos. “Eles atuam junto à comunidade sem a capacitação efetiva. Precisamos atualizar o sistema, a coisa meio que estagnou. Os policiais não têm reciclagem, pois a Escola está sem recursos para promover esta área. Sabemos que as delegacias estão lotadas. Não é função de policial civil cuidar de preso, mas a população não sabe o que está acontecendo e acha que a polícia não faz seu trabalho, porque não quer, mas a na verdade, a polícia não faz porque não tem recurso,” explica o diretor.

Carlos Isla, também diretor do Sinclapol diz que direitos primários adquiridos pela categoria também correm sérios riscos. “Há 21 meses os policiais civis não tem uma reposição salarial e os concursos públicos foram congelados por três anos”. Isla lembra que a categoria tem, pelo menos, três mil servidores a menos, atualmente, e a situação deve se agravar, ainda mais, com a falta de concursos, pois muitos servidores já se aposentaram.

Ana Cristina Mion – do Sinclapol diz ser fundamental a luta da categoria para preservar os direitos já adquiridos.

Fernando Luiz Ferreira, policial civil aposentado, presente na manifestação, diz que os policiais aposentados também estão na luta pelos colegas que ainda estão na ativa. Fernando trabalhou em conjunto com escrivães e reconhece a carga gigantesca de trabalho desses servidores.

Encontro de Categorias – A manifestação promovida pela UPB-Paraná – União dos Policiais Brasileiros no Paraná contou com a participação de representantes de 10 entidades sindicais da área federal e estadual. O encontro que estava marcado inicialmente na Praça Santos Andrade, em Curitiba, teve que ser transferido para o Pátio da Reitoria da UFPR, devido a evento realizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Os organizadores da mobilização prometem continuar a luta das diversas categorias, através de novas manifestações.