SINCLAPOL

Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná


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Policial Civil

PESAR NA POLICIA CIVIL

E com pesar que nos dirigimos ao cidadão paranaense e a comunidade policial civil do Paraná em virtude do falecimento de mais um irmão policial civil.

 

O policial civil Jorge Fernando Brito faleceu nesta segunda-feira, apos ter sofrido um atentado covarde no dia 01/09/2018 - sábado, praticado por um individuo com um extenso histórico criminal, já conhecido pela policia, mas que em razão de nossa branda legislação e leniência do nosso judiciário gozava de plena liberdade.

 

Este é mais um exemplo do que nós policiais sofremos em razão do descaso praticado por parte do administrador publico conosco, e da falta de comprometimento de nossos legisladores com a defesa e proteção de nossa categoria policial.

 

Enquanto órgãos ligados aos direitos humanos defendem e protegem marginais e a legislação nacional se preocupa em atender os familiares destes, nós policiais e nossos familiares não somos atendidos por benefícios legais que nos favorecem, nem tão pouco vemos nenhum interesse de parlamentares em propor e aprovar leis que sejam mais rigorosas quanto a aplicação das penas aos criminosos que atentem contra a vida de agentes públicos que dedicam sua vida em prol da segurança da sociedade em nosso país.

 

Policiais, não nos esqueçamos dos reais motivos que levaram a vida de mais um irmão de armas, foi o descaso de nossos gestores públicos com os agentes de segurança.

 

Não nos esqueçamos de que podemos ser os vetores das mudanças que tanto almejamos, VOTE CONSCIENTE VOTE EM POLICIAL DA BASE.

 

Só assim haverá alterações nos códigos de leis que venham a garantir os direitos dos policiais e assim possamos com segurança e amparo legal desenvolver nossa honrada e nobre missão policial .

 

Esta Situação depende exclusivamente de nós, através do voto consciente.

SINCLAPOL fiscaliza 1º DP de Curitiba

Na noite do domingo (12), o SINCLAPOL foi até a Central de Flagrantes - 1º DP, na região central de Curitiba, a qual vêm acompanhando desde a instituição, para averiguar e fiscalizar as condições de trabalho dos policiais civis daquela unidade.

Esta delegacia tem capacidade de absorver apenas 4 detentos em estado transitório,mas conta com um total de 60 presos até o presente momento, e aumentando a superlotação a cada dia.

Nas celas, as condições de higiene praticamente não existem pois, apenas duas delas, que hoje conta com pelo menos 40 presos, têm o ”boi”, nome dado ao sanitário; para os outros “cômodos”, os detentos fazem as necessidades fisiológicas nas marmitas vazias e garrafas PETs e cabe ao policial, que deveria estar cumprindo suas atribuições de policia judiciária, o recolhimento e destinação dos dejetos.

Alguns detentos estão doentes e são erroneamente locados na sala de triagem; aidético, epilético, com problemas mentais, dentre outros com casos graves de saúde, compartilham o mesmo ambiente, colocando novamente em risco a vida dos policiais.

Foi cogitada a paliatividade de deslocar os presos para o 8º Distrito na tentativa de amenizar a super lotação, ou seja, transferir o problema para outro DP sem vias de solução por descaso do poder público e do sistema judiciário.

Percebe-se que as dificuldades só aumentam e a estrutura da delegacia em péssimas condições não permitem o policial trabalhar de forma segura. Se durante o dia a situação é complicada, a noite o quadro é ainda pior tendo o efetivo reduzido.

Sabemos todos que a manutenção desta quantidade de presos, sem estrutura adequada, coloca em risco a segurança e a saúde do policial civil, da delegacia e de todos os cidadãos.

Já foram feitos diversos Pedidos de Providências mas, tanto o governo como o judiciário, este último prometendo fazer verificação in-loco da situação do DP, não compareceu e assim, fazem “vistas-grossas” quanto a situação insustentável, tanto das delegacias como dos policiais civis.

Só uma ação efetiva e de coragem por parte de todos os policiais civis, direcionando a força para o sindicato, poderá mudar este quadro deplorável e cinza da Polícia Civil do Paraná.

 

         

 

Assessoria de Imprensa