MONOPÓLIO DA VIOLÊNCIA E A PREDOMINÂNCIA DO CRIME ORGANIZADO.

Segundo o sociólogo e economista, Max Weber, importante jurista alemão;

“O monopólio da violência legítima significa que o emprego da coerção é função de exclusiva competência de certos agentes do Estado, de uma organização ou de uma “máquina” institucional  e não de outros agentes da sociedade.”

Em tempos de predominância da violência, principalmente do crime organizado, podemos notar que o monopólio da violência não mais pertence ao Estado.

“No Brasil este monopólio está sendo quebrado pela violência cometida pelo crime organizado, comenta André Gutierrez, presidente do Sinclapol- Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná. Segundo ele, só na última quinta-feira, dia 15 de junho de 2017, três agentes de Estado foram atacados, um Policial Civil morto na Bahia, um agente penitenciário baleado em Toledo, no Paraná e um escrivão de polícia, na Região Metropolitana de Curitiba. Este último fato não foi divulgado na mídia, pois não há interesse na publicação quando a vítima de ataques são policiais”.

Na opinião de Gutierrez, o próprio Estado vem enfraquecendo o seu poder de coerção deixando que fortaleça o poder paralelo do crime. O Estado como um todo precisa reforçar os agentes que atuam neste sentido e não é o que vem sendo feito, não só no Paraná, como em todo o Brasil. O que o Estado precisa fazer é recuperar o monopólio da violência. “’O que a gente vê atualmente, principalmente no Rio de Janeiro é a atuação do monopólio do crime organizado”’, enfatiza.

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